Viajantes queer rompendo fronteiras: o não-lugar em Praia do Futuro (2014) e Tinta Bruta (2018)
DOI:
https://doi.org/10.22409/ta5t6212Palavras-chave:
cinema queer, narrativa, não-lugar, deslocamento, homossexualidadeResumo
Este artigo propõe uma reflexão sobre o não-lugar nos filmes Praia do Futuro (2014), de Karim Aïnouz, e Tinta Bruta (2018), de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher. Partindo da concepção de Augé (1994), abordamos o conceito de não-lugar em uma perspectiva queer, com base em Louro (2018). Através de uma análise fílmica (Aumont e Marie, 2009), nossa atenção será voltada à narrativa de Donato (de Praia do Futuro) e Leo (de Tinta Bruta). Como resultados, notamos que a relação dos personagens com um espaço fixo, bem como os deslocamentos que eles realizam os aproximam da política: contexto que nos permite denominá-los “viajantes queer” (Higilio, 2019). Diferentes formas de preconceito inserem os personagens em um não-lugar e os levam a mudar de país, porém os vínculos interpessoais que eles constroem os auxiliam a contornar dores e encontrar agência em suas novas trajetórias.
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