toda garota como eu =( =): análise da música, vídeo, repercussão e trend a partir de Duquesa com a perspectiva interseccional
DOI:
https://doi.org/10.22409/at4zs341Palavras-chave:
Mulher negra brasileira, Música, Tribos Urbanas., Redes Sociais, InterseccionalidadeResumo
A pesquisa analisa a música toda garota como eu =(=), lançada no EP SIX., da rapper Duquesa, em parceria com a banda IORIGUN a partir de quatro âmbitos: elementos sonoros, por meio da letra e da sonoridade; visuais, a parir do vídeo divulgado no Instagram de ambos; a recepção do público, analisando as strams da música no Spotify e posicionamentos de Duquesa em seu Instagram; e a repercussão entre o público, que criou uma trend no TikTok. Para isso, foi construído um referencial teórico que abordasse a representação negra em produtos culturais, a criação de estereótipos e imagens de controle, a condição da mulher negra no Brasil, bem como a sua solidão afetiva, amorosa e sexual, e a busca pela autodenominação e representatividade. É conceituado sobre tribos urbanas, focando na emo.
Downloads
Referências
AKOTIRENE, K. Interseccionalidade. São Paulo: Pólen, 2019.
AYA, G. Atores falam sobre visibilidade negra nas novelas da TV Globo: “Foi tarde”. CNN, 19 nov. 2024. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/atores-falam-sobre-visibilidade-negra-nas-novelas-da-tv-globo-foi-tarde/. Acesso em: 23 set. 2025.
BARBOSA, N. A. C; COSTA, B. P; NUNES, D. M. Espacialidades Otaku: Uma análise sobre corpos femininos no ciberespaço. 5º Workshop de Geografia Cultural “Relações étnico-raciais, Sexualidades e Gênero: Por uma Geografia da Diversidade”, Alfenas: UFA, 2022, p. 121-146. Disponível em: https://geoculturalunifal.files.wordpress.com/2022/09/anais_5-workshop-de-geografia-cultural_.pdf. Acesso em: 21 jan. 2024.
BRANDÃO, T. V. E eu não sou humano? Necroinfância e disputas de sentido sobre a constituição de humanidade no caso Thiago Menezes. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social) – Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, Belo Horizonte, 2025.
CARNEIRO, A. S. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. 1a ed. São Paulo: Selo Negro Edições, 2011.
COLLINS, P. H. Aprendendo com a outsider within: a significação sociológica do pensamento feminista negro. Tradução: Juliana de Castro Galvão. Revista Sociedade e Estado, Brasília, v. 31, n. 1, p. 99-127, jan-abr, 2016. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/se/a/MZ8tzzsGrvmFTKFqr6GLVMn/abstract/?lang=pt. Acesso em: 23 jun. 2023.
_____. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. Tradução: Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Boitempo, 2019.
DAVIS, A. Mulheres, raça e classe. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2016.
FERNANDES, E. G. A cor do amor: o racismo nas vivências amorosas de mulheres negras. 2018. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Núcleo da Saúde, Universidade Federal de Rondônia, Porto Velho, RO, Brasil.
GONZALEZ, L. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
GUERRA, P. The Kids are Alright! Culturas juvenis entre a Guerilla, o estilo e a (re)eXistência. In: GUERRA, P; LEITE, J. (Org.). The Kids are Alright! Catalog. Porto: Universidade do Porto, 2022.
GUIMARÃES-CORRÊA, L; SILVEIRA, F. J. N. da. Representação. In: FRANÇA, V. V; MARTINS, B. G; MENDES, A. M (Org.). Grupo de Pesquisa em Imagem e Sociabilidade (GRIS): trajetória, conceitos e pesquisas em comunicação. Belo Horizonte: PPGCom UFMG, 2015, p. 208-215. E-Book.
HALL, S. Cultura e representação. Rio de Janeiro: PUC-Rio - Apicuri, 2016.
HOOKS, b. E eu não sou uma mulher?: Mulheres negras e feminismo. 14ª ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2023.
JARDIM, M. C; PAOLIELLO, R. M. Abandono, solidão e desistência do amor: o racismo como elemento excludente de mulheres pretas no mercado do afeto. Revista TOMO, [S. l.], n. 41, p. 87–126, 2022. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/tomo/article/view/17483. Acesso em: 7 set. 2025.
KIPPER, A. H. KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo, Companhia das Letras, 2019.
MBEMBE, A. Necropolítica. Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais EBA UFRJ, n. 32, p. 122-.151, 2016. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/ae/article/view/8993/7169. Acesso em: 4 ago. 2024.
OLIVEIRA, B. Voz em ascensão no rap nacional, Duquesa quer se tornar um ícone. Nós mulheres da periferia, 1 jun. 2022. Disponível em: https://nosmulheresdaperiferia.com.br/especial/voz-em-ascensao-no-rap-nacional-duquesa-quer-se-tornar-um-icone/. Acesso em: 23 set. 2025.
PACHECO, A. C. L. Branca para casar, mulata para f..., negra para trabalhar: escolhas afetivas e significados de solidão entre mulheres negras em Salvador, Bahia. 2008. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, SP, Brasil.
PILAR, O. Resistência, imagens de controle e representatividade. In: GUIMARÃES-SILVA, P. (org.). Orientação afirmativa: interseccionalidade e comunicação. 1. ed. Belo Horizonte: Selo PPGCOM/UFMG, 2021. v. 1, cap. 3, p. 51-66.
POPULAÇÃO. Ministério da Igualdade Racial. Disponível em: https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br/composicao/secretaria-de-gestao-do-sistema-nacional-de-promocao-da-igualdade-racial/diretoria-de-avaliacao-monitoramento-e-gestao-da-informacao/hub-igualdade-racial/populacao. Acesso em: 23 set. 2025.
RIBEIRO, D. Quem tem medo do feminismo negro?. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 2018.
SCENE KIDS: a história da subcultura. Moda de Subculturas, 2013. Disponível em: https://modadesubculturas.blogspot.com/2013/01/scene-kids.html. Acesso em: 23 set. 2025.
SOBRAL-GOMES, A. M de. Racismo e misoginia na subcultura gótica: uma análise a partir de vivências de mulheres negras. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social) – Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, Belo Horizonte, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/items/94ff840a-db57-4cd1-bb69-407e1010132c. Acesso em: 23 set. 2025.
SOUZA, C. A. S. A solidão da mulher negra: sua subjetividade e seu preterimento pelo homem negro na cidade de São Paulo. 2008. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – Programa de Estudos dos Pós-graduandos em Ciências Sociais, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Amanda Maria de Sobral Gomes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores retêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de publicar o seu trabalho pela primeira vez sob a licença Creative Commons (CC-BY), que permite o intercâmbio de obras e reconhecimento de autoria na revista.