JUSTIÇA SOCIOAMBIENTAL PARA UM NOVO PARADIGMA DE ECOEFICIÊNCIA

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DOI:

https://doi.org/10.22409/zn4esa80

Resumo

Na análise da sustentabilidade organizacional, a ecoeficiência é um dos principais indicadores, tradicionalmente compreendido como a interação entre as dimensões econômica e ambiental para reduzir impactos e usar recursos racionalmente. Este ensaio questiona essa visão que muitas vezes se demonstra limitada. O objetivo é compor um novo paradigma para analisar a ecoeficiência como indicador de sustentabilidade organizacional, argumentando que a justiça socioambiental é um componente essencial para agregar a preservação ambiental e o direito à dignidade social à análise, sem comprometer a lucratividade. A metodologia utilizada é um ensaio de natureza reflexiva e interpretativa, baseado na observação crítica das formulações conceituais existentes para fundamentar a inserção da dimensão social. Como principal resultado, demonstra-se que a justiça socioambiental é indispensável para uma ecoeficiência integral. Conclui-se propondo uma nova definição onde a ecoeficiência é a soma de valores indicativos da sustentabilidade econômica, ambiental e do progresso social, primando pela justiça socioambiental para preservar os direitos das presentes e futuras gerações.

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Biografia do Autor

  • Antonio Jackson Alcantara Frota, Universidade Federal do Ceará

    Pós-doutor em Gestão e Avaliação de Políticas Públicas pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Doutor em Administração de Empresas pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR) (2017), na linha de pesquisa em sustentabilidade e gestão estratégica. Mestre em Administração de Empresas pela UNIFOR (2014). Especialista em Assessoria Executiva em Gestão Pública e Privada pela UFC (2012). Graduado em Administração pela UNIFOR (2010), em Teologia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino (2004) e pela Pontificia Studiorum Universitas Salesiana – Roma (2005), e em Filosofia pelo Instituto Teológico-Pastoral do Ceará (1998). 

  • Nicole Stephanie Florentino de Sousa Carvalho, Universidade Federal do Ceará; Universidade de Santiago de Compostela

    Doutoranda em regime de cotutela em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e em Economia (Economia e Negócios) pela Universidade de Santiago de Compostela (USC) - Espanha. Mestra em Avaliação de Políticas Públicas (PPGAPP) pela UFC (2021). Especialista em Economia Criativa, Cultura e Inovação. Bacharela em Ciências Econômicas pela UFC (2018).  É pesquisadora, membro do Núcleo de Pesquisa em Economia do Mar (NEMA) da FEAAC/UFC.

Publicado

2026-04-27