Capacidade da rede pública de saúde para receber estudantes de enfermagem para o estágio curricular obrigatório
DOI:
https://doi.org/10.22409/resa2026.v19.a59879Palavras-chave:
educação em enfermagem, ensino, apoio ao desenvolvimento de recursos humanos, sistemas de saúdeResumo
A expansão no número de cursos de Enfermagem no Brasil salientou discussões acadêmicas e gerenciais acerca da capacidade da rede de serviços de saúde para receber os estudantes para o estágio curricular obrigatório. O estágio supervisionado propicia aos estudantes desenvolver e potencializar suas habilidades para futura atuação no mercado de trabalho, mas a rede de serviços de saúde brasileira estaria preparada para essa oferta? Este artigo teve como objetivo analisar, no período de 2018 a 2022, a capacidade instalada da rede pública de serviços de saúde para o recebimento de estudantes de enfermagem para realização do estágio curricular obrigatório. Análises quantitativas com o uso de dados secundários foram realizadas. Inicialmente, foi calculada ou estimada a capacidade instalada nas microrregiões brasileiras. Em seguida, foi verificada a capacidade de recebimento dos estudantes a partir de dois Indicadores de Capacidade (IC): IC1 considerando recebê-los em apenas um turno e IC2, recebendo-os em dois turnos. Os resultados mostram que vinte estados contam com pelo menos uma microrregião que não alcança a capacidade mínima ideal para receber o quantitativo estimado de estagiários na condição IC1. Mesmo com a duplicação de turnos (IC2), microrregiões primordialmente da Região Norte, mais precisamente Amapá e Roraima, e Sergipe demonstram limitações para atendimento adequado. Tais resultados contribuem para discussões acadêmicas acerca da formação prática de Enfermeiros e para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas a ampliar a infraestrutura de saúde existente.
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