Capacidade da rede pública de saúde para receber estudantes de enfermagem para o estágio curricular obrigatório

Autores

  • Cândido Vieira Borges Júnior Universidade Federal de Goiás
  • Marizélia Ribeiro de Souza Universidade Federal de Goiás
  • Nelson Bezerra Barbosa Secretaria de Estado da Saúde de Goiás
  • Leonardo Santos de Paiva Universidade Federal de Goiás
  • Denise Santos de Oliveira Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.22409/resa2026.v19.a59879

Palavras-chave:

educação em enfermagem, ensino, apoio ao desenvolvimento de recursos humanos, sistemas de saúde

Resumo

A expansão no número de cursos de Enfermagem no Brasil salientou discussões acadêmicas e gerenciais acerca da capacidade da rede de serviços de saúde para receber os estudantes para o estágio curricular obrigatório. O estágio supervisionado propicia aos estudantes desenvolver e potencializar suas habilidades para futura atuação no mercado de trabalho, mas a rede de serviços de saúde brasileira estaria preparada para essa oferta? Este artigo teve como objetivo analisar, no período de 2018 a 2022, a capacidade instalada da rede pública de serviços de saúde para o recebimento de estudantes de enfermagem para realização do estágio curricular obrigatório. Análises quantitativas com o uso de dados secundários foram realizadas. Inicialmente, foi calculada ou estimada a capacidade instalada nas microrregiões brasileiras. Em seguida, foi verificada a capacidade de recebimento dos estudantes a partir de dois Indicadores de Capacidade (IC): IC1 considerando recebê-los em apenas um turno e IC2, recebendo-os em dois turnos. Os resultados mostram que vinte estados contam com pelo menos uma microrregião que não alcança a capacidade mínima ideal para receber o quantitativo estimado de estagiários na condição IC1. Mesmo com a duplicação de turnos (IC2), microrregiões primordialmente da Região Norte, mais precisamente Amapá e Roraima, e Sergipe demonstram limitações para atendimento adequado. Tais resultados contribuem para discussões acadêmicas acerca da formação prática de Enfermeiros e para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas a ampliar a infraestrutura de saúde existente.

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Biografia do Autor

  • Cândido Vieira Borges Júnior, Universidade Federal de Goiás

    Ph.D. em administração pela HEC Montréal, Canadá, com Pós-Doutorado pela EAESP-FGV. Professor do Programa de Pós-Graduação em Administração da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas (FACE/UFG). 

  • Marizélia Ribeiro de Souza, Universidade Federal de Goiás

    Mestre em Administração pela Universidade Federal de Goiás. Especialista em Gestão Pública pela Faculdade Brasileira de Educação e Cultura (2016). Graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Goiás (2015) e em Administração Pública pela Universidade Estadual de Goiás.

  • Nelson Bezerra Barbosa, Secretaria de Estado da Saúde de Goiás

    Gestor Público, lotado na Secretaria de Estado da Saúde de Goiás

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Publicado

2026-02-18

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Capacidade da rede pública de saúde para receber estudantes de enfermagem para o estágio curricular obrigatório. (2026). Ensino, Saúde E Ambiente, 19. https://doi.org/10.22409/resa2026.v19.a59879