A constituição do modelo humiano de república moderna
DOI:
https://doi.org/10.22409/reh.v7i1.67701Resumo
Parte-se da premissa de que a política no pensamento de David Hume é objeto de uma ciência histórica construída a partir da análise do desenvolvimento de formas de governos. Tal ciência descreve as constituições considerando seu papel no estabelecimento da justiça e da liberdade civil, elementos que possibilitam a progressão do comércio, artes e ciências, que por sua vez são efeitos que complexificam as instituições políticas em processo reiterado. Posteriormente, ela adquire papel prescritivo, analisando e distribuindo o poder em diferentes esferas, de modo que os interesses distintos que componham um corpo político concorram para a realização do interesse público independente dos caracteres dos cidadãos. Inicialmente, este papel é exercido na consideração de regimes políticos particulares, não sendo buscada uma hierarquização de formas de governo. Mas seu produto final seria a constituição mais próxima da perfeição possibilitada pelos desenvolvimentos historicamente observados. Este produto é sugerido no ensaio Ideia de uma república perfeita (1754), onde é desenhado o modelo de república mais adequado para a realização dos objetivos da política pública moderna, em contraposição a ideais republicanos que desconsideram o papel do comércio e desconfiam do refinamento das artes. Logo, o objetivo desta apresentação é mostrar como a ciência política humiana pôde chegar a este modelo e quais são as suas implicações. Palavras-chave: Hume; Ciência Política; Constituição.
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