Montaje, anacronismo y comunicación: notas metodológicas desde Aby Warburg y Didi-Huberman

Autores/as

  • Rodrigo Portari UEMG

DOI:

https://doi.org/10.22409/grbe1417

Palabras clave:

montaje, comunicación, anacronismo, arte, tiempo

Resumen

Este artículo propone el montaje como un procedimiento metodológico aplicable a las investigaciones en comunicación, especialmente aquellas centradas en visualidades, temporalidades y memoria. A partir de las contribuciones de Aby Warburg y Georges Didi-Huberman, se presenta el montaje como una forma de pensamiento visual anacrónico que desafía la linealidad histórica y permite lecturas críticas y sensibles de los productos mediáticos. El texto discute el montaje como gesto interpretativo y político, ejemplifica su aplicabilidad a partir de investigaciones anteriores del autor, y problematiza sus límites como método. Se concluye que, a través de la yuxtaposición y la analogía, el montaje se configura como una herramienta epistemológica capaz de revelar tensiones, desplazamientos y resistencias en las imágenes que circulan en el cotidiano mediático.

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Biografía del autor/a

  • Rodrigo Portari, UEMG

    Doutor em Comunicação e Sociabilidade pela UFMG. Professor PPGCom- UFMT. Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

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Publicado

2025-10-07

Cómo citar

Montaje, anacronismo y comunicación: notas metodológicas desde Aby Warburg y Didi-Huberman. (2025). Medios Y Cotidiano, 19(3), 198-224. https://doi.org/10.22409/grbe1417