Leonel Brizola e as "linhas de fuga" na Política Externa Brasileira
Palavras-chave:
Política Externa Brasileira, Soberania, teoria da dependênciaResumo
O artigo analisa a trajetória de Leonel Brizola sob a ótica das "linhas de fuga", conceitos que rompem com a continuidade burocrática da Política Externa Brasileira (PEB). Contrariando a visão estritamente institucional do Itamaraty, o texto sustenta que o pensamento brizolista propôs uma ruptura estrutural com a dependência externa, fundamentada na soberania popular e no controle de recursos estratégicos.
Através de episódios como a encampação da ITT e a defesa das "perdas internacionais", o artigo examina como Brizola tensionou a relação com os EUA e buscou interlocução com o Sul Global e a Internacional Socialista. A análise confronta a "Diplomacia do Prestígio" com a "Diplomacia da Libertação", avaliando os riscos do voluntarismo político frente às pressões do sistema financeiro. Conclui-se que o legado de Brizola permanece como um subsolo conceitual crítico, essencial para repensar a autonomia e a inserção soberana do Brasil no cenário contemporâneo.