Consumo conspícuo e máscaras brancas: racismo como instituição estrutural do desenvolvimento periférico

Conspicuous Consumption and White Masks.

Autores

  • André Torres Universidade Federal do ABC

DOI:

https://doi.org/10.22409/y37av464

Resumo

Este artigo propõe uma abordagem racial para entender a relação de dependência cultural no desenvolvimento periférico. A hipótese central é que o desenvolvimento, confundido com a modernização dos estilos de vida das elites dominantes, tem uma dimensão racial que faz do racismo uma instituição estruturante do subdesenvolvimento. Por revisão bibliográfica e discussão teórica, articulamos conceitos de consumo conspícuo de Thorstein Veblen, mimetismo cultural de Celso Furtado e racismo como cultura de Frantz Fanon. Conclui-se que, em países subdesenvolvidos com elites brancas, o consumo conspícuo age como uma "máscara branca" que reforça o mito do desenvolvimento e o embranquecimento cultural.

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Publicado

2026-03-24