Correntes institucionais e individualismo metodológico: apontamentos sobre uma ruptura analítica
DOI:
https://doi.org/10.22409/pqnjgx97Resumo
O presente artigo tem como objetivo central evidenciar o rompimento entre o institucionalismo de Veblen e a Nova Economia Institucional. Apesar de ambas escolas serem consideradas correntes institucionais, demonstra-se a impossibilidade de uma
convergência entre elas, uma vez que a primeira se caracteriza pela recusa do individualismo metodológico, se opondo, portanto, a ortodoxia econômica, enquanto a segunda adota esse método que está no cerne da abordagem tradicional. Apesar da similaridade na definição de instituição para as duas escolas, o método neoclássico do individualismo metodológico é uma ruptura notável, uma vez que para os novos institucionalistas são as relações entre os indivíduos, dados seus interesses e preferências, as responsáveis pela criação e estabelecimento das instituições e, para os institucionalistas originais, as instituições são moldadas a partir de determinados interesses, sejam eles do das classes dominantes ou do Estado mediador de conflitos.
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