Entre el «caldero del diablo» y el Comando Vermelho: recuerdos carcelarios de Ilha Grande (Graciliano Ramos, Herondino Pereira Pinto y William da Silva Lima)
DOI:
https://doi.org/10.15175/y3q09b84Palabras clave:
estado de excepción, literatura testimonial, memoria, violencia políticaResumen
Desde el siglo XIX y a lo largo del siglo XX, hasta la implosión del Instituto Penal Cândido Mendes en 1994, Ilha Grande fue elegida, tanto por dictaduras como por gobiernos democráticos, como lugar de exilio y encarcelamiento. De las muchas unidades penitenciarias que allí se mantuvieron, un legado común: prisiones irregulares y violación constante de los derechos. El artículo trata de reconstruir esta trayectoria a través de los testimonios de tres presos: Graciliano Ramos, Herondino Pereira Pinto y William da Silva Lima. En sus respectivos trabajos de memoria, los autores relatan una historia centenaria de autoritarismo y violencia que da testimonio de la tradición antidemocrática del país.
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