Amazonie brésilienne et péruvienne : entre lutte pour la terre et enjeu environnemental (1960-2020)
DOI :
https://doi.org/10.15175/1984-2503-202517101Mots-clés :
Amazonie, colonisation, réforme agraire, Brésil, PérouRésumé
Dans cet article, nous proposons une étude comparative des processus de colonisation menés en Amazonie brésilienne et péruvienne à partir des années 1960 et de leurs conséquences. Dans les deux pays, on retrouve l'idée, développée par les élites régionales et nationales, qu'il y avait des vides démographiques à combler et qu'il fallait les occuper, que ce soit avec des capitaux nationaux ou même étrangers. Le « Intégrer pour ne pas intégrer » du Brésil ou la « Conquête du Pérou par les Péruviens » se sont intensifiés avec l'avènement des régimes militaires respectifs en 1964 (Brésil) et 1968 (Pérou). Nous discuterons des projets de colonisation, de la lutte entre les colons et les accapareurs de terres dans le cas brésilien et de la réapparition des questions de lutte pour les terres indigènes dans les deux sociétés. En outre, nous analyserons l'émergence des questions environnementales, étant donné que les conflits territoriaux dans les deux pays sont fortement liés à l'idée que les populations locales se font de la défense de la nature comme moyen de maintenir leurs conditions de vie.
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