Monitoria de Pensamento Econômico I: trabalhando conteúdos disciplinares e apoiando calouros na iniciação da vida acadêmica
Palavras-chave:
Monitoria, Pensamento Econômico IResumo
A disciplina Pensamento Econômico I, do primeiro período da graduação em Ciências Econômicas da UFF – Campos, constitui uma das bases da ciência econômica como um todo. Nela, estudam-se os princípios dessa ciência, iniciando com Adam Smith, em A Riqueza das Nações, e, posteriormente, autores como Thomas Malthus e David Ricardo, que desenvolveram suas próprias teorias. Trata-se de uma disciplina de suma importância para a graduação em Ciências Econômicas e para a monitoria, tendo em vista que é ministrada, em sua maioria, para discentes que acabaram de ingressar no curso, muitos dos quais são provenientes de escolas públicas. Esses alunos, frequentemente, enfrentam dificuldades em razão, tanto pela quantidade de leituras obrigatórias, quanto em decorrência de um ensino defasado nos graus anteriores de escolaridade. Com esse entendimento, desenvolvi uma monitoria cujo foco principal era a disciplina Pensamento Econômico I. Mas, sempre que havia tempo disponível, auxiliava também em outras matérias que estivessem ao meu alcance, de forma a criar um ambiente acolhedor e reconfortante, no qual os alunos se sentissem à vontade para esclarecer quaisquer dúvidas, seja sobre a disciplina principal, outras matérias ou sobre a faculdade em geral. Durante a monitoria, foram utilizados slides elaborados por mim, sob supervisão e orientação de Vanuza Ney. Esse material servia como conteúdo complementar às aulas da monitoria, já que o principal objetivo no ambiente de sala era estimular o debate entre os alunos, despertando o interesse e a curiosidade sobre os autores estudados. Com o auxílio da docente orientadora, também foram promovidas atividades complementares na forma de estudos dirigidos, com o intuito de auxiliar na compreensão e no aprofundamento do conteúdo. Além disso, realizei um jogo de perguntas e respostas próximo à data da avaliação escrita. Posteriormente, auxiliei os alunos na execução de um júri simulado, no qual a turma foi dividida em dois grupos, cada um responsável por defender o autor que lhe foi atribuído por sorteio (Malthus e Ricardo). Embora eu tenha atuado como juíza na atividade, meu trabalho principal como monitora foi prestar apoio para a sua realização, não apenas no ensino do conteúdo, mas também incentivando a participação ativa e a busca de informações adicionais fora da monitoria e das aulas, já que, para muitos, aquela tarefa representava um grande desafio. Essa experiência refletindo o que Nunes (2007) destaca sobre a monitoria acadêmica: trata-se de um programa com dupla função: iniciar o aluno na docência de nível superior e contribuir para a melhoria do ensino de graduação. Sendo fundamental que vá além de tarefas meramente operacionais, que envolve o monitor no planejamento, mas também na interação com a turma e em atividades que estimulem a reflexão crítica sobre o processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, a monitoria acaba atuando como um espaço de cooperação mútua, no qual tanto o monitor quanto os alunos aprendem uns com os outros, estimulando assim, a cultura de colaboração em substituição ao individualismo docente e fortalecendo a qualidade do ensino (Nunes, 2007, p. 46-54). Assim, a monitoria, apesar de uma atividade desafiadora, constitui uma excelente oportunidade de iniciação à docência universitária (UFF, 2024) e, conforme apontado por Nunes (2007), devendo integrar ensino, pesquisa e extensão, garantindo que o monitor adquira competências amplas que ultrapassem o apoio pedagógico, tornando-se efetivamente parte do processo de formação estudantil.
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Referências
NUNES, J. B. C. Monitoria Acadêmica: espaço de formação. In: SANTOS, M. A monitoria como espaço de iniciação à docência: possibilidades e trajetórias. Natal: EDUFRN. 2007.
UFF. Edital Prograd/UFF no 5, de 21 de outubro de 2024.
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