ELOGIO MARXISTA À ESTÉTICA E À ARTE
DOI:
https://doi.org/10.22409/tn.v23i51.67142Resumo
Sem desmerecer ou ignorar controvérsias existentes entre intelectuais marxistas, o artigo sugere, como uma das principais convergências dessa tradição, a defesa de que o desenvolvimento da dimensão estética e o surgimento da arte testemunham um enriquecimento da racionalidade humana, por mais contraditório que seja, considerando seu vínculo com a divisão entre trabalho manual e intelectual. Para tanto, recorrem-se aos escritos de Karl Marx e Friedrich Engels, assim como aos de alguns eminentes marxistas que se dedicaram a pesquisa na área.
Downloads
Referências
ADORNO, T. W. Dialética negativa. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
ADORNO, T. W. Teoria estética. Lisboa: Martins Fontes, 1982.
ADORNO, T. W.; HORKHEIMER, Max. A indústria cultural. In: LIMA, L. C. (org.). Teoria da cultura de massa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1985. p. 169-214.
ALMEIDA, J. A. F. A história da arte. Lisboa: Livraria Bertrand, 1960.
BARROCO, S. M. S; SUPERTI, T. Vigotski e o estudo da psicologia da arte: contribuições para o desenvolvimento humano. Psicologia e Sociedade. v. 26, n. 1, p. 22-31, abr. 2014.
CHILDE, V. G. Evolução cultural do homem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1981.
COUTINHO, C. N. Introdução. In: LUKÁCS, G. Realismo crítico hoje. 2. ed. Brasília: Thesaurus, 1991. p. 7-20.
COUTINHO, C. N. Lukács, Proust e Kafka. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
DA-GLÓRIA, P. O Que nos Faz Humanos? Bases empíricas e evolutivas das principais transições da linhagem hominínia. Filosofia Moderna e Contemporânea, Brasília, v.6, n.1, jul. 2018, p. 105-153.
DELLA FONTE, S. S. Formação omnilateral e a dimensão estética em Marx. Curitiba: Appris, 2020a.
DELLA FONTE, S. S. Marx e a obra de arte literária em O capital. 2020b. 247f. Tese (Doutorado em Filosofia) - UFMG, Belo Horizonte.
DUARTE, N. A individualidade para si. Campinas: Autores Associados, 1993.
DUARTE, R. Dizer o que não se deixa dizer. Chapecó: Argos, 2008.
ENGELS, F. O papel do trabalho na transformação do macaco em homem. 4. ed. Global: São Paulo, 1990.
FISCHER, E. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.
FRATTINI, M. Prelúdios nas histórias da arte: amplitudes conceituais e novas descobertas na arte paleolítica. História Social, n. 26, p. 109-138, 2023.
FREDERICO, C. Cotidiano e arte em Lukács. Estudos Avançados, São Paulo, v. 14 n. 40, p. 299-308, 2000.
GOBRY, I. Vocabulário grego da filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
HABERMAS, J. O discurso filosófico da modernidade. 3. ed. Lisboa: Dom Quixote, 2000.
JIMENEZ, M. O que é estética? São Leopoldo: Editora Unisinos, 1999.
KONDER, L. As artes da palavra. São Paulo: Boitempo, 2005.
LIMA, G. C. dos S. Notas a uma “ciência crítica da Literatura” pós-1945. Landa, v. 8, n. 1, p. 60-78, 2019.
LUKÁCS, G. Realismo crítico hoje. 2. ed. Brasília: Thesaurus, 1991.
LUKÁCS, G. Estética: la peculiaridad de lo estetico. v. 1. Barcelona/ México: Ediciones Grijalbo, 1966a.
LUKÁCS, G. Estética, la peculiaridad de lo estético: problemas de la mímesis. v. 2. Barcelona: Grijalbo, 1966b.
LUKÁCS, G. Introdução a uma estética marxista: sobre a particularidade como categoria da estética. São Paulo: Instituto Lukács, 2018.
MARTINS, L. M. O desenvolvimento do psiquismo e a educação escolar: contribuições à luz da psicologia histórico-cultural e da pedagogia histórico-crítica. 2011. 250f. Tese (Livre Docência em Psicologia) – UNESP, Bauru.
MARX, K. O capital. 10. ed. São Paulo: Difel, 1985. Livro 1. v. I.
MARX, K. Para crítica da Economia Política. 4. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1987.
MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2004.
MARX, K. A arte e a sua relação com o modo burguês de produção. In: MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Cultura, arte e literatura. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2012. p. 149-150.
MARX, K. Crítica do Programa de Gotha. São Paulo: Boitempo, 2012c.
MARX, K.; ENGELS, F. Textos sobre educação e ensino. Campinas: Navegando, 2011.
MARX, K.; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.
MARX, K.; ENGELS, Friedrich. Manifesto comunista. Rio de Janeiro/São Paulo: Contraponto/ Fundação Perseu Abramo, 1998.
OBSERVATÓRIO de censura à arte. Nonada Jornalismo, 2019. Disponível em: https://observatoriodacensura.com.br/. Acesso em 2 de fevereiro de 2025.
SANTOS, D. Trabalho, cotidiano e arte: uma síntese embasada na Estética de Georg Lukács. Estudos avançados, São Paulo, n. 31, v. 89, p. 341-359, jan./abr. 2017.
SCHAEFER, S. A teoria estética em Adorno. 478f. 2012. Tese (Doutorado em Letras) - UFRGS, Porto Alegre.
SOUZA, L. C. de. Para uma arqueologia do sentimento estético: o papel da arte paleolítica na Estética de György Lukács. Verinotio – Nova fase, v. 27 n. 2, p. 150-181, mar. 2022.
TATTERSALL, I. Artifacts of the evolving mind: what tool use tells us about early human cognition (book’s review). Trends in Ecology & Evolution, v. 25, n. 11, p. 622-623, 2010.
TATTERSALL, I. Homo sapiens. Encyclopedia Britannica. 16 dez. 2024. Disponível em: https://www.britannica.com/topic/Homo-sapiens. Disponível em: https://www.britannica.com/topic/Homo-sapiens/Modern-populations. Acesso em 27 de fevereiro de 2025.
VÁZQUEZ, A. S. Filosofia da Práxis. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1977.
VÁZQUEZ, A. S. As ideias estéticas de Marx. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
VÁZQUEZ, A. S. Convite à estética. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999.
VIGOTSKI, L. S. Psicologia da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
VIGOTSKI, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista Trabalho Necessário

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

