Curricularização da extensão
desafios e possibilidades
Palabras clave:
Curricularização, Programas, Projetos, Comunidade, PolíticaResumen
O artigo aborda a extensão universitária brasileira a partir de seus marcos legais, discutindo seus desafios principalmente no contexto da curricularização. O texto aponta para a importância da valorização histórica da extensão universitária realizada antes da curricularização, bem como dos projetos e programas permanentes. Para a discussão, entende-se a extensão como política de interlocução crítica, ética e de construção de saberes entre universidade e sociedade. Nessa perspectiva, defende-se uma curricularização da extensão acompanhada de um debate sobre sua epistemologia, seus fundamentos ético-políticos e suas metodologias, nas quais o protagonismo da comunidade esteja ancorado. Para isso, levanta-se o seguinte questionamento: seriam os programas e projetos extensionistas permanentes um apoio, fornecendo o campo e a experiência já adquirida ao longo das suas ações, como esteio a sustentar e guiar a curricularização? Para obter-se uma resposta, é necessário analisar criticamente a extensão universitária, sua evolução histórica, debates, e como uma extensão solidificada por meio de programas e projetos extensionistas pode contribuir para um melhor direcionamento das ações realizadas dentro da curricularização da extensão. O artigo aborda como os projetos e programas extensionistas da PUC Goiás colaboraram na efetivação de atividades promovidas pelo curso de Direito da instituição, realizadas a partir de um trabalho piloto de curricularização no ano de 2022. Para tanto, foi utilizado o método etnográfico, na medida em que as ações foram observadas em seus processos de execução. Esse percurso contou também com pesquisa bibliográfica e análise das normas que compõem a evolução da extensão no Brasil. A partir das ações desenvolvidas pelo curso de Direito da PUC Goiás, pode-se afirmar que os programas e projetos de extensão já existentes dentro da instituição foram fundamentais para a percepção de uma curricularização como espaço de construção coletiva, crítica e emancipadora do conhecimento.
Referencias
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