CULTURA DO CANCELAMENTO NAS REDES DIGITAIS

EXERCÍCIO DE ATIVISMO DEMOCRÁTICO OU RISCO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/1swgae94

Resumo

O presente artigo tem como objetivo estudar o fenômeno das práticas de cancelamento verificadas nas redes sociais e suas implicações em relação ao direito à liberdade de expressão, analisando a sua ambiguidade como instrumento de ativismo e empoderamento de grupos minoritários e, ao mesmo tempo, instrumento de censura sobre opiniões divergentes. A análise parte do referencial teórico metodológico Timothy Garton Ash, adota o método hipotético-dedutivo e pesquisa bibliográfica. Os resultados obtidos foram de que o cancelamento deve ser compreendido sob um novo contexto comunicativo de interconexão entre mundos físico e virtual que traz especificidades e implicações até então inconcebíveis sobre a esfera de autorrealização individual e sobre a estabilidade das democracias representativas, apontando para estudos quanto às possibilidades de soluções autorregulatórias ou políticas de aperfeiçoamento sob o prisma habermasiano democrático procedimental.

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Biografia do Autor

  • Raimilan Rodrigues, Universidade de Fortaleza (UNIFOR)

    Doutorado em Direito Constitucional pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Mestrado em Direito (Direito e Desenvolvimento) pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e Graduação em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente Procurador do Estado (Procuradoria Geral do Estado do Ceará) e Advogado. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Público, atuando principalmente nos seguintes temas: Direito Administrativo, Direito Constitucional, Contratos Administrativos, Licitações Públicas, Princípios Administrativos.

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Publicado

2026-05-13