Cine como territorio ocupar, disputar y vivir (una imagen)

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Diego de Matos Gondim

Resumen

Este ensayo parte de experiencias antropológicas con Comunidades Remanentes de Quilombos para evidenciar el cine como un territorio de disputa de y por la imagen en tanto invención en la inmanencia. A partir de una narrativa descriptiva de investigaciones y cortometrajes producidos en quilombos, se propone una reflexión en tres secciones que problematizan el cine como un modo de (con)fundir imagen y vida, más allá de la representación y la espectacularización. Tensionando la pregunta sobre qué puede el cine para y en las comunidades quilombolas, el texto asume el audiovisual como un espacio de enunciación, creación y reexistencia, donde la ancestralidad, el cuerpo y el territorio se entrelazan, instaurando una disgrafía en la ortografía cinematográfica: la imagen deja de capturar la realidad para convertirse en espacio y lugar habitados como coetaneidad de la vida.

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Sección

Dossiê - Artigos

Biografía del autor/a

Diego de Matos Gondim, a:1:{s:5:"pt_BR";s:85:"Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)";}

Doutor em Filosofia pela Université Paris 8. Doutor e mestre em Educação Matemática pela Unesp, tendo realizado estágio sanduíche no mestrado no Departamento de Filosofia da Universidad Nacional del Sur, Bahía Blanca, Argentina. Atualmente coordena a Cooperação Internacional entre a UFF e a Queen Mary University of London, premiada no ODA - International Interdisciplinary Research Projects 2024. É bolsista APQ1 e Jovem Cientista do Nosso Estado, ambos financiados pela FAPERJ. Pesquisa em Comunidades Remanescentes de Quilombo, utilizando o cinema como metodologia de produção de dados para discutir temas da diáspora africana, da filosofia brasileira e da educação. 

Cómo citar

Cine como territorio: ocupar, disputar y vivir (una imagen). A Barca, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 18–38, 2026. DOI: 10.22409/3phds788. Disponível em: https://www.periodicos.uff.br/abarca/article/view/67563. Acesso em: 23 mar. 2026.

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