Utilitarismo, direitos da natureza e reconfiguração da legislação ambiental à luz da ética biocêntrica
DOI:
https://doi.org/10.22409/dc0q5d80Resumo
A legislação ambiental tradicional, com uma visão antropocêntrica e utilitarista, é insuficiente para conter a degradação ambiental e promover uma justiça ecológica plena. Diante deste problema e utilizando o método hipotético-dedutivo e pesquisa bibliográfica, investiga-se se o biocentrismo e os direitos da natureza na Constituição do Equador representam avanço na proteção ambiental, podendo inspirar outros países, como o Brasil, rumo à sustentabilidade e à justiça ambiental. Examina-se a transição do antropocentrismo para a ética biocêntrica na legislação latino-americana, com foco na inovação constitucional equatoriana em reconhecer direitos à natureza. Analisa-se como essa abordagem reflete uma mudança no reconhecimento do valor intrínseco da natureza, transcendendo a utilidade humana. Conclui-se ressaltando a importância da ética ambiental e da necessidade de políticas públicas que transcendam o antropocentrismo, promovendo uma convivência mais harmoniosa e sustentável entre homem e meio ambiente.